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Momentos

Autores, Fotografia, Madail Ávilapublicado Quarta-feira, Março 3, 20103 Comentários

Madail Ávila

VOX POP – Desabafo

Autores, Convidados, Vox Poppublicado Segunda-feira, Março 1, 20103 Comentários

Sou licenciado em Geografia e Planeamento Regional. Desde 2005 apenas trabalhei/estagiei um ano na minha área (Protecção Civil, o estágio terminou e fomos à nossa vida).

Desde esse tempo que tenho (tal como a grande maioria de nós) feito a grande travessia do deserto.

Chega a uma altura em que questionamos tudo e todos. Acordas e pensas se valerá a pena o sacrifício feito durante tanto tempo, se vale a pena concorreres a lugares “fantasmas”, enfim…Qual o sentido de tudo isto!

A verdade é apenas uma, os concursos existem apenas para regularizar situações de pessoas que trabalham/colaboram nas devidas entidades/organismos. Acho justo que essas pessoas que trabalham a recibos verdes há anos sem fio tenham o direito a dar continuidade ao trabalho até aí desenvolvido. Pois de certeza que se dedicaram e merecem ter uma vida melhor e mais estável.

O que acho, é que se deveriam criar mecanismos para que essas pessoas (com ligações às entidades) “passassem” directamente a trabalhar nas entidades sem todas estas manobras cinzentas, e sem criarem ilusões em pessoas que ainda acreditam que estamos num país “normal”, entenda-se a maioria dos candidatos.

No meu caso, já não acredito nestes concursos, pois já passei por situações incríveis, que se tiverem interesse posso enunciar.

Continuo a concorrer? SIM! MAS, apenas aqueles locais que me são próximos geograficamente, e nos quais corro o risco de conhecer alguém que me possa “ajudar”! É triste mas é a realidade!

De momento o que realmente me preocupa é manter o meu posto de trabalho (no sector automóvel) que ocupo actualmente, e que inclusive, para ser admitido, tive que mentir e dizer que “apenas” possuía o Ensino Secundário.

A verdade é esta! O nosso país chegou a este ponto: TEMOS DE MENTIR PARA PODERMOS TRABALHAR (ainda que não seja na área que mais gostamos ou para a qual nos sentimos habilitados).

Em jeito de conclusão digo apenas: Quem trabalha na área deve dar o devido valor ao que faz, e deve faze-lo de forma séria e aplicada.

Aos que não trabalham na área: não esperem! Procurem trabalho noutras áreas, cresçam enquanto indivíduos e vão continuando a tentar esses falsos concursos, contudo, mantenham sempre os pés no chão e principalmente as ideias bem assentes.

Eduardo

Momentos na Neve

Autores, Fotografia, João Cunhapublicado Domingo, Fevereiro 28, 20107 Comentários

Sábado, dia 27 de Fevereiro – Serra de Stª Bárbara, Ilha Terceira… Temperatura 0ºc.

João Cunha

Momentos

Autores, Fotografia, Madail Ávilapublicado Sexta-feira, Fevereiro 26, 20102 Comentários

Madail Ávila

A Morte da Bezerra

Actualidade, Autores, Rogério Sousapublicado Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010Comentários Desligados

4. Empreendedorismo nas Escolas

Os conceitos de empreendedorismo e empreendedor têm sido bastante discutidos nos últimos tempos. No entanto, podem ser facilmente confundidos com meras palavras que se utilizam na elaboração de propostas eleitorais, sempre bem recebidas pelos eleitores mas pouco funcionais na sua prática e até cansativas – um pouco como aconteceu com a questão das pequenas, médias, e mini empresas.

A verdade, contudo, é que quer empreendedorismo como os estudos e as consequências práticas da aplicação das formas de actuação dos indivíduos, quer também empreendedor como aquele indivíduo que actua de uma forma que dá corpo ao estudo do empreendedorismo, quer um quer o outro, dizia, estão intimamente associados à ideia fulcral de geração de riqueza. Uma riqueza que é gerada pela inovadora forma de actuação e de gestão do indivíduo. Daquele que, pelas suas características modernas, qualificadas e criativas, consegue idealizar soluções e projectos que são determinantes na economia de mercado onde são implementadas.

A Juventude Socialista Açores trouxe a público a intenção de levar ao Parlamento Regional dos Açores no próximo mês uma proposta que contempla a educação para o empreendedorismo nas escolas. Um objectivo transversal a toda uma actuação orgânica, que contempla não só alunos do 3º ciclo como também do secundário, não caindo no fácil e óbvio da criação de mais disciplinas no currículo regional. Pelo contrário, esta proposta vai ao encontro da necessidade de se promover uma cultura açoriana de empreendedorismo, através de estratégias transversais a todo o sistema de ensino-aprendizagem. Estratégias que espelham uma cultura que deveria ser incutida como sendo um pilar fundamental do desenvolvimento da economia açoriana e na garantia de uma geração de riqueza futura.

Investir numa cultura de empreendedorismo é investir numa visão social e económica que permite a aplicação de soluções criativas e modernas que inevitavelmente serão determinantes para o crescimento dos Açores, em geral. Ensinar aos nossos jovens que o futuro está nas suas mãos; que existem mecanismos de apoio e plataformas sustentadas de promoção da iniciativa, da criatividade e da autonomia como veículos de qualificação, é um objectivo a que não nos devemos esquivar.

Rogério Sousa

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