Dia Mundial das Zonas Húmidas
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Oficialmente instituído desde 1996, no dia 2 de Fevereiro comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas.
Com tantos dias nacionais, internacionais e mundiais que existem, para muitos este é apenas mais um em que, enquanto se dirige para o seu local de trabalho logo pela manhã, ouve na emissão de rádio no seu carro, a título de curiosidade e sem dar demasiada importância, o significado de mais um dia.
O que são Zonas Húmidas?
Segundo a “Convenção sobre Zonas Húmidas” (Convenção de Ramsar) em 1971, Zonas Húmidas são “áreas de sapal, paul, turfeira, (…), naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”.
E agora perguntam vocês: “Mas afinal que importância tem este dia para nós Praienses?”
Ora este dia não teria qualquer significado e importância para nós Praienses se não tivéssemos inserido na nossa cidade um ecossistema pouco comum em termos mundiais denominado Paul da Praia da Vitória. Não é um “charco” onde os nossos avós costumavam ir “à caça” da enguia, nem um possível ponto de agregação de moscas, mosquitos e mau cheiro, e muito menos um antigo aterro ou lixeira. Talvez já o tenha sido para muita gente…. Mas actualmente não o é para a maioria.
Embora ainda em reconstrução e recobro, já se vê em grande plano o aspecto final do maior espaço verde na paisagem urbana da Praia. Um local que proporcionará um equilíbrio sustentável e quase perfeito entre a Natureza e a utilização Humana. Um ecossistema de elevada importância pela sua localização geográfica, servindo de “plataforma de descanso e alimentação” às aves que atravessam o Oceano Atlântico entre os Continentes Americano e Europeu, pela sua elevada diversidade biológica (florística e faunística), pelo seu enquadramento num centro urbano, mas também pela carga histórica e cultural que carrega.
Portanto não poderia deixar passar este dia sem contribuir, de alguma forma para a valorização e protecção deste local que está tão perto de nós. Espero que este seja o primeiro de uma série de artigos sobre o Paul, de qualquer forma vai aqui algumas gotas no intuito de provocar alguma sensibilização, lembrando da sua importância na nossa comunidade.
Madail Ávila
PS. Lamento imenso contrariar o (relativamente) novo acordo ortográfico, mas ainda custa um pouco habituar-me à ideia de “HÚMIDAS” não levar o “H”. Lamento!
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Olá!! Quando a reconstrução do paul estiver concluída, este será um lugar de passagem obrigatório, tenho a certeza que vai ficar LINDO!!!
Já agora, quem me arranja a licença para lá ir caçar a patalháge? :p
Cumprimentos,
Leandro.
Leandro:
As licenças serão dadas quando a maioria dos caçadores tiver a noção da diferença entre o estritamente necessário e o raro ou com problemas de conservação, entre o lúdico aceitável e o lúdico quantitativamente excessivo. Como, na minha humilde opinião, isso não irá acontecer, a “patalháge” estará assegurada no paul da Praia.