Sexta-Feira…
17h00 e a Madail está a telefonar-me «João… temos planos para hoje?».
Não imaginava o que o meu «Não?» expectante iria implicar…
17h30 – Saio do trabalho em direcção a casa, troco de roupa e sigo para ir buscar a Madail.
18h00 – Chegamos ao Quartel dos Bombeiros Voluntários da Praia da Vitória para a inauguração da Exposição Fotográfica “História das Estradas da Terceira: Praia da Vitória – Passado…Presente…Futuro”.
18h30 – Ouço atentamente o Sr. Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos – José Contente, dizer que os radares da via rápida Vitorino Nemésio estão operacionais.
18h45 – Pego a Madail pela mão enquanto damos um giro rápido pela exposição, tento explicar entusiasmado a localização de algumas das fotos… recorrendo ao meu dedo indicador, o que provoca um «Ó João!» estrangulado findo da Madail quando uma das fotos quase me cai aos pés.
19h00 – Tomo nota mental de nunca mencionar o estranho chilrear de pássaros que estou a ouvir na minha cabeça desde que entrei no quartel.
19h15 – Estamos na via rápida em direcção a Angra, com cuidado para não sermos apanhados pelos novos radares, tento fazer bom tempo a caminho da Exposição de Pintura e Desenho de João Pedro Barreiros no Centro Cultural de Angra do Heroísmo.
19h20 – Quase que dou razão a quem diz que sou um péssimo condutor, ao engasgar-me e “quase” espetar contra o separador central quando a Madail me pergunta “Gostas-te do som dos melrrinhos na exposição? parecia real”. Tomo nota mental de nunca mais questionar a minha sanidade mental quando confrontado com sons estranhos.
19h30 – Chegamos ao Centro Cultural mesmo a tempo de ouvir Félix Rodrigues, da Administração da Culturangra, enaltecer o artista diante da câmera do serviço público regional. Segue-se o Artista, Biólogo Marinho, Engenheiro Zootécnico… questiono-me como arranjou o tempo para pintar e desenhar estas obras magnificas no meio de tanta azáfama académica.
19h45 – Com um copo de sumo na mão e um rissol na boca, vou apreciando as várias obras de arte. Não sei se 700€ é muito dinheiro para um quadro, mas também não o vou perguntar à Madail, não vá ela pensar que não sei apreciar arte, ou pior… um dos muitos intelectuais presentes… ouvir.
20h20 – Estamos sentados no Petiska em Angra, enquanto a Madail brinca com a colher numa sopa de grão de bico, vou devorando um sandes e uma dose de batatas fritas. Faço questão de combinar ir ver o Avatar assim que chegar ao Centro Cultural… com a devida antecedência, não vá ser uma daquelas… sextas-feiras.
João cunha
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