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Momentos

Autores, Fotografia, João Cunhapublicado Sábado, Abril 24, 2010Comentários Desligados

João Cunha

A Morte da Bezerra

Autores, Rogério Sousapublicado Quinta-feira, Abril 22, 2010Comentários Desligados

8. Um Novo Ciclo

No passado fim-de-semana decorreu o XIV Congresso do Partido Socialista Açores, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo. Durante três dias, naquele que é o órgão máximo do partido, a discussão centrou-se à volta do conceito de um novo ciclo de políticas para a região, assim como novas estratégias ou alterações de políticas já implementadas.

Embora muitas tenham sido as vozes críticas das medidas anunciadas por Carlos César na sessão de encerramento do congresso, a verdade é sobressai desta reunião magna algumas ideias que importa reter.

A primeira é a de que o Partido Socialista Açores é um partido consciente de si no presente e não apenas no passado. Fácil teria sido a apologia das medidas já implementadas, no bacoco discurso do nós somos bons, fizemos isto ou fizemos aquilo. Muito pelo contrário, o discurso foi sempre voltado para o futuro, com os pés assentes no presente. O que foi feito foi bom, o que temos é bom. Mas quer-se mais, mais e melhor.

A segunda é a de que o Partido Socialista tem capacidade de auto-análise, apresentando renovação e a introdução de novos quadros na sua estrutura regional. A atitude de mudança não pressupõe, necessariamente, que se mude de pólos (da esquerda para a direita, por exemplo). A mudança opera-se dentro de si mesma, evoluindo naturalmente e permitindo a introdução de novas opiniões, novas ideias, novas formas de fazer política, numa adaptação orgânica aos novos tempos e desafios.

A terceira é a de que, ao contrário do que a oposição tantas vezes anunciou, o Partido Socialista tem muito mais para dar ao povo açoriano. E aqui importa uma pausa neste discurso para referir que foram demasiadas as vezes que assistimos à oposição a vaticinar o «fim do ciclo rosa», a «luz que desponta ao fundo do túnel», a «queda do império de César». Demasiadas foram as vezes que vimos afastados oposicionistas surgirem de repente (nas eleições legislativas, europeias e autárquicas passadas) como se lhes cheirasse a qualquer coisa.

Não obstante, a verdade é que não se verificou o anunciado fim de ciclo socialista. Mas sim, muito pelo contrário, a continuidade das políticas modernas e adaptadas às dificuldades do presente que têm caracterizado a actuação do Partido Socialista Açores até agora. Por exemplo: a promoção de tarifas aéreas entre os Açores e o continente a menos de 100 euros; a criação de um Fundo de Apoio ao Investimento Privado; ou a melhor fiscalização do Rendimento Social de Inserção, para citar poucas de entre muitas.

Estamos perante um novo ciclo. Um novo ciclo de reformas que, como a moção anuncia, será a base de uma «região sustentável e uma autonomia segura». Importa a consolidação, a continuidade dos interesses da nossa região e dos nossos cidadãos.

Rogério Sousa

Momentos

Autores, Fotografia, João Cunhapublicado Terça-feira, Abril 20, 2010Comentários Desligados

João Cunha

A Morte da Bezerra

Autores, Rogério Sousapublicado Domingo, Abril 18, 20102 Comentários

7. A Cultura da Desresponsabilização

O empreendedorismo, a cultura económica pró-activa e a iniciativa são conceitos que devem, num plano estritamente teórico, ser considerados estruturais para a retoma financeira e desenvolvimento económicos de uma sociedade.

É muito gratificante saber que o Governo da República vê nestes pressupostos motores de melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento sustentável do nosso país. Mais gratificante é saber que algumas das medidas que fazem parte do plano de acção nacional são condizentes com estas ideias.

Não obstante, estes conceitos (e muitos outros) deixam de fazer sentido e a aplicação de medidas para o seu desenvolvimento revelam-se inúteis porque vivemos ainda muito longe da cultura de qualidade e profissionalismo necessários para que estes conceitos funcionem. Pelo contrário, temos ainda uma visão de trabalho que está longe de produzir os efeitos necessários e que está na base da inércia à mudança que tanto nos tem caracterizado.

As mais recentes notícias acerca do caso da compra dos submarinos, particularmente no que diz respeito à Comissão das Contrapartidas e ao desaparecimento de actas, vêm reforçar ainda mais esta visão de mediocridade de trabalho a que Portugal tem sido votado.

A haver uma mudança de cultura de profissionalismo e de qualidade, fica a sensação de que esta cultura de exigência é sempre imposta de cima para baixo, sendo que quanto mais para cima se está menos responsabilidades se tem. Ao fim e ao cabo, como o povo sempre diz, é o Zé Povinho que se lixa.

Acima de tudo, importa ter coragem de responsabilizar. Seja quem for, mesmo que os resultados práticos dessa responsabilização não se façam directamente sentir ou não sejam sancionatórios. Mas ao menos poder-se-á saber o que é que correu mal e como é que se podem evitar futuros desaires.

Ao ver os constantes casos de gestão danosa, de negócios não esclarecidos ou de acordos sem efeito desfilarem pelos órgãos de comunicação social portugueses não é possível não se ter a sensação de que algumas medidas só não funcionam porque quem é responsável pelo seu funcionamento não trabalha a sério. Andamos a brincar aos países. É necessário haver uma consciência colectiva de que só através do profissionalismo, da competência e da responsabilidade é que podemos almejar a mudança. E isto, por vezes, tarda a acontecer. Infelizmente para todos nós.

Rogério Sousa

Momentos

Autores, Fotografia, Madail Ávilapublicado Terça-feira, Março 30, 2010Comentários Desligados

Madail Ávila

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