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A Morte da Bezerra

Autores, Rogério Sousapublicado Quarta-feira, Março 10, 2010Sem Comentários

5. Uma Genérica Questão

Com a apresentação do PEC e do OE para 2010, todas as suas reduções e alterações às tão consideradas «regras do jogo», a par das recentes polémicas envolvendo não só o Primeiro-Ministro e alguns representantes do Governo Português, não pode deixar de ser estranho esperar que o povo aceite isto tudo de ânimo leve e espírito optimista sem se questionar um pouco que seja.

Aparentemente, e pelo que algumas pessoas nos dizem em programas de debate e peças especiais sobre o estado do nosso país, vivemos tempos muito difíceis. Tempos de alteração daqueles que foram os pressupostos de trabalho de muitos; tempos em que os apoios sociais e algumas das regalias que tínhamos como garantidas têm de ser reduzidas; tempos em que, enfim, sentimos que do muito que damos, pouco recebemos. E é um sentimento legítimo, penso eu. Mais que não seja, por necessidade de explicação da situação real – talvez assim nós pudéssemos sentir que todos contribuíam para a melhoria do país.

Mais a mais, custa-nos, penso eu, que nos respondam às perguntas dizendo que isto não é só culpa da crise, não é só culpa dos últimos anos, não é só culpa do desaire que foi (e ainda é em alguns redutos) a gestão financeira do PSD; não é só culpa de Guterres, enfim, nem só culpa do Cavaco Silva (embora esse, lá no fundo, acaba por estar envolvido em dois descontrolos); não é só culpa de alguém. Bem, custa-nos, penso eu, que não haja um culpado identificável e que no fundo tenhamos que pagar todos a mesma factura.

Contudo, confesso sentir que muitas das medidas, apresentadas pelo Governo  apresentem soluções credíveis para a melhoria da situação efectiva do nosso país. No entanto, em algumas áreas, até penso que se está a ser benevolente, em detrimento de outras.

A questão dos genéricos continua a ser, para mim, uma matéria sensível para o Ministério da Saúde de Ana Jorge. A contínua falta de coragem em obrigar a sério os médicos a prescreverem os genéricos sempre que possível é, no mínimo, leve. E para comprovar, só assim, para dar um ar de graça à argumentação apresentada e justificada para continuar a deixar que o médico escolha sozinho a marca que lhe dá mais jeito, aqui fica a justificação do Director Geral da Mylan sobre o perigo de se prescrever genéricos: «não nos podemos esquecer que o grupo que mais consome medicamentos é o dos idosos, (…) Nesta população, uma adesão correcta à terapêutica instituída, obriga a uma análise muito cuidada por parte do médico. É preciso que o doente seja treinado de modo a cumprir escrupulosamente a posologia. (…) Agora imagine o que aconteceria se de cada vez que o idoso fosse buscar um medicamento à farmácia, lhe dessem uma embalagem diferente [genérico]. Era o caos!»

Rogério Sousa

Momentos – Workshop de Fotografia

Autores, Fotografia, João Cunhapublicado Sábado, Março 6, 20103 Comentários

Com o patrocínio do 1º Workshop de Fotografia – OLHAR A FOTOGRAFIA… DE OUTRO MODO, publico aqui uma das fotos que tirei esta tarde durante uma breve “saída de campo” para testar processos e métodos em condições de baixa luminosidade.

Mais tarde (amanhã) publico um breve review deste primeiro fim-de-semana do workshop. Dica… espectacular!

João Cunha

Nova Página “Eventos”

Autores, Cultura, João Cunhapublicado Quinta-feira, Março 4, 2010Sem Comentários

O Ouvi Dizer, em colaboração com a Associação Cultural Burra de Milho, disponibiliza a partir de hoje uma nova página de divulgação cultural.

Sentimos a necessidade de criar este novo espaço pois acontecem coisas incríveis na Terceira, coisas criativas, coisas de outros mundos, coisas de uma beleza extraordinária. A “cena cultural” na região nos últimos anos atingiu um crescendo de criatividade e inovação, muito por culpa de programas como o Lab Jovem e de associações como a Burra de Milho, existe um influxo de jovens criativos a alimentar um sem número de novos espaços culturais.

Num armazém abandonado, numa moderna sala de espectáculos ou no palco de uma sociedade, existe um mercado emergente de oportunidades e eventos onde nos podemos “perder” na herança e vanguarda da arte e cultura Açorianas.

Aqui ficam os links mais recentes com as recomendações do Ouvi Dizer e da Burra

Mostra LabJovem 2010

Semana da Cultura Açoriana – Teatro São Luiz

João Cunha

Momentos

Autores, Fotografia, Madail Ávilapublicado Quarta-feira, Março 3, 20103 Comentários

Madail Ávila

VOX POP – Desabafo

Autores, Convidados, Vox Poppublicado Segunda-feira, Março 1, 20103 Comentários

Sou licenciado em Geografia e Planeamento Regional. Desde 2005 apenas trabalhei/estagiei um ano na minha área (Protecção Civil, o estágio terminou e fomos à nossa vida).

Desde esse tempo que tenho (tal como a grande maioria de nós) feito a grande travessia do deserto.

Chega a uma altura em que questionamos tudo e todos. Acordas e pensas se valerá a pena o sacrifício feito durante tanto tempo, se vale a pena concorreres a lugares “fantasmas”, enfim…Qual o sentido de tudo isto!

A verdade é apenas uma, os concursos existem apenas para regularizar situações de pessoas que trabalham/colaboram nas devidas entidades/organismos. Acho justo que essas pessoas que trabalham a recibos verdes há anos sem fio tenham o direito a dar continuidade ao trabalho até aí desenvolvido. Pois de certeza que se dedicaram e merecem ter uma vida melhor e mais estável.

O que acho, é que se deveriam criar mecanismos para que essas pessoas (com ligações às entidades) “passassem” directamente a trabalhar nas entidades sem todas estas manobras cinzentas, e sem criarem ilusões em pessoas que ainda acreditam que estamos num país “normal”, entenda-se a maioria dos candidatos.

No meu caso, já não acredito nestes concursos, pois já passei por situações incríveis, que se tiverem interesse posso enunciar.

Continuo a concorrer? SIM! MAS, apenas aqueles locais que me são próximos geograficamente, e nos quais corro o risco de conhecer alguém que me possa “ajudar”! É triste mas é a realidade!

De momento o que realmente me preocupa é manter o meu posto de trabalho (no sector automóvel) que ocupo actualmente, e que inclusive, para ser admitido, tive que mentir e dizer que “apenas” possuía o Ensino Secundário.

A verdade é esta! O nosso país chegou a este ponto: TEMOS DE MENTIR PARA PODERMOS TRABALHAR (ainda que não seja na área que mais gostamos ou para a qual nos sentimos habilitados).

Em jeito de conclusão digo apenas: Quem trabalha na área deve dar o devido valor ao que faz, e deve faze-lo de forma séria e aplicada.

Aos que não trabalham na área: não esperem! Procurem trabalho noutras áreas, cresçam enquanto indivíduos e vão continuando a tentar esses falsos concursos, contudo, mantenham sempre os pés no chão e principalmente as ideias bem assentes.

Eduardo